
Então, se levarmos por uma óptica mais crítica, entenderemos que as torcidas poderiam fazer a grande diferença na política; mas não é assim que a banda toca. Analisando apenas as torcidas dos cinco maiores clubes ranqueados no brasil, temos Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Vasco. O exemplo de um servirá para todos.
Como exemplo, iremos usar apenas o Flamengo de acordo com a última atualização de 21% da população brasileira (project iris net). No mínimo 45 milhões de flamenguistas. Daria praticamente para eleger um presidente da República; fora cada um em seus estados, elegendo os seus deputados e governadores. Há estados que a torcida de um time é maior que a torcida do Flamengo; isso é um fato. Exemplo: RS (Grêmio e Inter) MG (Galo e Raposa) PE (Sport, Náutico e Santa Cruz), SP (Corinthians, SP, Palmeiras) etc...Porém, em vários outros estados a torcida do Flamengo é maioria. Assim acontece com outros times de grande massa.
Na política, essas torcidas não dão as suas vozes; exemplo, cada torcedor do Flamengo tem um viés político; alguns são de esquerda, outros de direita, outros não são de nada e por aí vai...e o país junto.
No DF, é a mesma coisa. Há um candidato a um cargo proporcional que acha que o nobre esporte futebol o elegerá. Os jogadores de peladas ou campeonatos de fim de semana, são complicados de entender quando o assunto é futebol e política. O candidato pode jogar o mesmo futebol junto com todos mas, porém, todavia, contudo, sobretudo, entretanto, na HORA DO VOTO, os peladeiros preferem votar em outros candidatos ou até mesmo não votarem. Aí complica. O pobre candidato vive iludido com isso. Paciência! Assim é o futebol.
Espero que este candidato tenha mais sorte pois na real, futebol e política são como duas paralelas; andam juntas mas não se misturam. Serve de exemplo para quem se acha o "Zico" da política no futebol mas vacila com o tempo, não conseguindo tirar proveito do FUTEBOL. Assim como o Muricy disse uma vez "A bola pune", na política é a mesma coisa "O voto pune" ou melhor, a falta dele.
Tem candidato que acha que levantar a taça do campeonato vale mais do que apresentar um projeto. Pena que o eleitor vota na urna, não no placar.
Futebol ganha clássico. Eleição se ganha com trabalho, credibilidade e propostas.
Camisa de time rende foto. Trabalho prestado rende voto.
Se futebol elegesse alguém, o técnico campeão seria deputado todo ano ou presidente.
Torcida lota estádio. Quem decide eleição é o cidadão consciente. Eis a questão!
Gol bonito dura alguns segundos. Trabalho sério fica por anos.
Quem confunde arquibancada com palanque pode descobrir que aplauso não se transforma em voto. Isso é um fato!
Futebol emociona aos domingos. O eleitor decide pensando nos próximos quatro anos.
Isso transmite a ideia de que popularidade no futebol, por si só, não substitui histórico de trabalho e compromisso público.
Drykarretada!