
O que acontece em Vegas, fica em Vegas. Dizem. Mas há histórias que se recusam a obedecer a essa regra, especialmente quando protagonizadas por uma estrangeira com uma missão intercontinental.
Agora, posso dizer que as minhas histórias atravessam, literalmente, desertos. Dessa vez, não fui a Las Vegas por acaso. Recebi uma missão que parecia saída de um roteiro imaginário. Dirigir quatro horas até Nevada com 30 mil dólares em espécie, comprar um anel de diamantes e retornar a Los Angeles sem erros, sem desvios, sem interação. Porém, fui bombardeada de perguntas, quando colocaram as notas na máquina para confirmar a quantia. Quem é seu chefe? Quantas línguas você fala? Mal sabem eles que eu sou minha própria chefe e que o meu poder de comunicação advém, na maior parte, da capacidade de fazer leitura corporal.
Drykarretada!