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Sem notório saber, Messias é especialista na acumulação de cargos e penduricalhos

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Publicada em 01/05/2026 às 07:37h | Drykarretada a notícia como deve ser/Carlos Newton/TI  | 305 visualizações

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Ali promotora.
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Sem notório saber, Messias é especialista na acumulação de cargos e penduricalhos
 (Foto: Desconhecido!)


Na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça, nesta quarta-feira, alguns senadores da base aliada do governo se sentiram envergonhados de oferecer claramente apoio a Jorge Messias, por não ter notório saber nem reputação ilibada. Para eliminar resistências, pediram que o novo indicado a ministro do Supremo prometesse atuar desatrelado a Lula e a sua militância petista, com se isso fosse possível.

Foi uma tremenda Piada do Ano, mas ninguém riu, porque o assunto não admite brincadeiras e as nomeações partidárias ao Supremo representam uma deformidade político-administrativa a ser evitada a todo custo.

ATRELAMENTO AO PT – Jamais haveria desatrelamento, porque Jorge Messias é uma cria do PT, um militante em Pernambuco que passou a ter tratamento privilegiado exclusivamente por ser de família evangélica e atuar numa faixa da sociedade que repudia Lula e os petistas.

O fato concreto é que, desde sua militância na juventude, em Recife, Messias vem sendo prestigiado pelos governos do PT e tem acumulado benesses financeiras e penduricalhos para multiplicar contracheques e engordar de maneira irregular seu faturamento como servidor público.

Assim, além de não ter notório saber, carece também de reputação ilibada. Sua trajetória no serviço público, declarada pelo próprio Messias, confirma essa acumulação ilegal de cargos com dedicação exclusiva, assim como a remuneração adicional como conselheiro administrativo e fiscal de estatais.

“DEDICAÇÕES EXCLUSIVAS” – Seu currículo oficial, no Portal da Transparência do Governo/Lattes. mostra que se tornou um especialista em “dedicações exclusivas”.  De 2011 a 2014, por exemplo, trabalhava no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações com dupla função, como Consultor Jurídico e como membro do Conselho de Administração, em regime de dedicação exclusiva.

Ao mesmo tempo, de 2012 a 2014, o incansável Jorge Messias conseguia trabalhar também em outro Ministério, desta vez no MEC, como Secretário de Regulação da Educação Superior e também como Consultor Jurídico.

Messias não era um só, mas muitos, porque na mesma época, de 2011 a 2015, ainda arranjava tempo para ser Conselheiro Fiscal da empresa binacional Alcântara Space Cyclone (ASC).

PENDURICALHOS – Acredite se quiser, o quase ministro do Supremo não vivia sem desfrutar dos generosos penduricalhos do governo do PT, e seu surpreendente currículo demonstra que também se dedicou ao setor energético.

De 2015 a 2016, quando ainda estava na Casa Civil até o impeachment de sua incentivadora Dilma Rousseff, o polivalente Messias faturava também como Conselheiro de Administração da Eletronorte. E ainda não satisfeito, também de 2015 a 2016, engordava o orçamento com outro cargo de Conselheiro de Administração, desta vez na Empresa de Pesquisa Energética.

Aliás, constata-se que Jorge Messias aprecia muito essa função, porque desde que assumiu o cargo de ministro da Advocacia-Geral da União, em 2003, ele tem encontrado tempo para faturar também como Conselheiro de Administração do Brasilprev, cargo que até hoje ocupa.

VIA SATÉLITE – O mais curioso nesta carreira de servidor público especializado em acumular dedicações exclusivas foi a experiência tecnológica de Jorge Messias. Ao mesmo tempo em que ocupava cargos na Casa Civil, de 2011 a 2015 ele conseguiu ser conselheiro fiscal da Alcântara Space Cyclone (ASC).

Era uma empresa pública binacional, constituída entre o Brasil e a Ucrânia em 31 de agosto de 2006, com o objetivo de comercializar e lançar satélites a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Sob a severa atuação do conselheiro fiscal Jorge Messias, os governos petistas de Lula e Dilma desperdiçaram R$ 483,9 milhões para integralizar o capital da ACS. Ou seja, quase meio bilhão de reais literalmente atirados ao espaço, pois nenhum foguete foi lançado da base maranhense e a empresa teve de ser extinta pelo Congresso.

Ponto de Vista: Como se sabe, Jorge Messias não é um jurista. Muito pelo contrário, assim como Dias Toffoli, Nunes Marques e outros ministros do STF, ele não tem nem jamais terá notório saber ou reputação ilibada. Seu passado mostra-se nebuloso e a única coisa certa sobre ele é que jamais será um cidadão acima de qualquer suspeita. (C.N.) 

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