
"O dilema que a Direita precisa saber lidar.
De fato, o Nordeste é um caso à parte, e merece um estudo profundo da antropologia política. A visão enviesada por disputas políticas em estados que tinham tudo para se sentirem pacificadas e com o olhar voltado para o bem do povo e da nação, deixa a cumplicidade com o bem para flertar com o mal. Carregados pelo fisiologismo, especialmente o partidário, políticos, e os que estão no entorno deles, optam pela intransigência e arrogância. E de eleição em eleição, consolida-se a liderança dos perversos que se apropriam de estados inteiros, como acontece na Bahia, no Maranhão e no Ceará. Experimentados pelos ascensão de alguns líderes políticos nordestinos, nomes importantes e audazes começam a fazer mais em alguns estados do Nordeste. E Sergipe é um dos poucos estados do nordeste que tem a oportunidade histórica de reversão deste quadro político. Ainda que uma crise interna na Direita tenha começado a tomar corpo, políticos lúcidos como o pré-candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro, tratam logo de colocar água fria naqueles que querem tomar as rédeas do estado à força. Firme em seu posicionamento de não se afastarem da chapa puro sangue no PL do Sergipe, Flávio cravou os nomes de três grandes lideranças no estado. São eles: para governador, o atual vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques; e para disputar as duas vagas para o senado, o deputado federal Rodrigo Valadares e o Coronel Rocha.
O retrato da chapa puro sangue pelas mãos do PL e Flávio Bolsonaro
Para alguns que provocaram um embate nada saudável dentro da Direita sergipana, o tiro vai sair pela culatra. Os irmãos Eduardo e Edvan Amorim, com movimentações estranhas dentro do PL, buscaram tirar a força do partido bolsonarista sergipano, sugerindo mudanças partidárias. E isso aconteceu, com destaque para três deles: o próprio Eduardo Amorim, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho; e a prefeita da capital sergipana, Emília Corrêa. Todos decolaram para o Republicanos. Certamente, o embate, principalmente entre Rodrigo Valadares e Valmir de Francisquinho, vai se acirrar nos próximos dias. E para quem imaginou o enfraquecimento do PL, vai assistir a uma nova versão conservadora para o estado; a chapa pura com o apoio do PL Nacional. Já o partido Republicanos que recebeu vários nomes do PL, pode repensar seu futuro a partir da decisão do PL Nacional. Em seus quadros, agora, tem um político que enfrentou processo de inelegibilidade, e uma pecha de traidores de um potente partido brasileiro. O telhado de vidro que queriam ver no PL, mudou de lado. O cenário em Sergipe é uma rápida resposta para cortar pela raiz intromissões politiqueiras que causam ruído que prejudica a Direita e abre os flancos aos adversários. Dito isso, os conservadores têm a oportunidade histórica de ver Sergipe ao alcance de suas mãos. E dar exemplo a outros estados nordestinos e ao Brasil".
* Colunista do Carta de Notícias, é sócio-fundador da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados - AJOIA Brasil
Drykarretada!