
Circula a fantasia ingênua de que o ministro do STF André Mendonça restringiu a delegados, agentes e peritos da Polícia Federal o acesso à investigação do caso Banco Master, vetando compartilhamentos com os superiores, para supostamente abrir caminho à “blindagem” de colegas. Servidores experientes do STF acham que o ministro agiu certo: “Se não fizesse isso, o chefe da investigação não seria o relator e sim Lula (PT), por meio do diretor da PF”, diz um deles, há mais de 20 anos na Corte.
Improvável - Ingênuos devem achar possível um magistrado reunir policiais, sem risco de ser denunciado, e ordenar: “Vamos blindar estas pessoas aqui”.
Vingança, não - Além de preservar sua autoridade, Mendonça impede que o caso sirva para vingança pessoal, como sugere o rancor de Lula por Dias Toffoli.
Acesso dá nisso - O relatório sobre o ex-relator foi entregue por ordem de Lula a Edson Fachin, presidente do STF. E o portador não foi o delegado do caso.
Verdadeiro titular - A PF pediu suspeição de Toffoli sem submeter a alegação (e o relatório) ao crivo da PGR. Mas passou pelo crivo de Lula.
Drykarretada!