
Não é verdade que exista polarização, com o eleitorado brasileiro dividido ao meio entre lulismo e bolsonarismo. É uma bobagem que não tem nada a ver com a realidade do país. O que há é uma situação tripartite, digamos assim, com o Brasil submetido hoje a três correntes que disputam entre si o poder – os lulistas, os bolsonaristas e os que não suportam mais nem Lula nem Bolsonaro.
Cada uma dessas alas teria cerca de 30% do eleitorado e os restantes 10% seriam formados pelos cidadãos que têm predileções mais estravagantes e não almejam mais nada de concreto, preferem votar nulo ou em branco.
ALÍVIO PARA LULA – No xadrez da sucessão, a desistência de Tarcísio de Freitas foi um alívio para Lula e o PT. Quem possui mais de dois neurônios sabe que a rejeição a Lula não vai diminuir e pode até se acirrar.
Portanto, o eterno candidato petista desta vez corre grande risco de perder, apesar de suas chances terem aumentado muito com o lançamento de Flávio Bolsonaro (PL). O filho Zero Um já mostrou que entende muito de rachadinhas, jogadas imobiliárias e franquias de chocolate, mas em polícia ele é um Zero à esquerda.
Outras candidaturas da centro-direita são problemáticas. Os três presidenciáveis do PSD, por exemplo, disputam entre si uma possibilidade remota de vitória – Ratinho Jr. é um ilustre desconhecido em âmbito nacional; Eduardo Leite, ibidem; e Ronaldo Caiado, tribidem. Um deles será candidato pelo PSD, para depois o esperto Gilberto Kassab, como dono do partido, negociar apoio a quem vencer a eleição, circunstância que é sua grande especialidade.
LULA FAVORITO – Em tradução simultânea, Lula é grande favorito, e são altamente suspeitas essas pesquisas que já indicam Flávio Bolsonaro em empate técnico com o petista.
Vejam que determinados institutos não têm medo do ridículo e seguem o lema de ‘missão dada, missão cumprida”, criado pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, aquele que tem um filho eterno desempregado, que nunca trabalhou, mas vive pelo mundo como milionário, exibindo o enriquecimento ilícito sem o menor pudor.
Flávio Bolsonaro também é contemplado com alta rejeição. Neste ponto, ele e Lula se equiparam. Por isso, sempre existe a possibilidade de surgir uma terceira via que possa tirar votos de Flávio e disputar o segundo turno com Lula, que então deixa de ser favorito e passa a ser azarão. Mas ainda é cedo.
Ponto de Vista: Entre as mulheres, as de maior prestígio são Michelle Bolsonaro, que não será candidata à presidência, a senadora Tereza Cristina (PP- MS) e a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB-MS), que está ligada a Lula e também deverá disputar para o Senado. Neste cenário, muitos eleitores preferem votar branco e nulo, ao invés de tentar escolher o menos ruim. É compreensível, não? (C.N.)
Drykarretada!