
Cinco policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque foram presos na última sexta-feira (28/11) por crimes cometidos durante a ação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou ao menos 122 pessoas mortas. Outros cinco PMs foram alvo de mandados de busca e apreensão. A ação foi organizada pela corregedoria-geral da PM-RJ, que baseou os pedidos de prisão e busca nas investigações feitas a partir da análise das imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, as investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que identificou indícios de crimes militares no decorrer da investida policial nas favelas. Em nota, o comando da corporação diz que não compactua “com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”.
Roubo de fuzis
De acordo com a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (CDDHC), que acompanha a ação da corregedoria, os indícios revelados pelas câmeras corporais incluem “o furto de um fuzil possivelmente destinado à revenda para criminosos”, conforme divulgou a presidente da comissão, deputada Dani Monteiro (Psol).
A parlamentar destacou que a comissão atua no território onde foi deflagrada a operação, que colheu denúncias, acompanhou famílias e oficiou órgãos com pedidos de transparência e preservação de provas. Esse material foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em reunião em Brasília no início do mês, no âmbito da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 635), conhecida como ADPF das Favelas, na qual a CDDHC atua como amicus curiae. Com informações da Agência Brasil.
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