
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro já articula estratégias para impedir que ele seja encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpriria a pena de 27 anos e três meses imposta pelo Supremo Tribunal Federal no caso dos atos de 8 de janeiro. Advogados do ex-presidente reúnem laudos médicos que apontam problemas de saúde — como apneia do sono, refluxo, obstrução intestinal e histórico de câncer de pele — para sustentar um pedido de prisão domiciliar ou de regime especial, a exemplo do que já ocorreu com outros ex-chefes do Executivo, como Fernando Collor de Mello. Condenado pelo STF a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Collor obteve autorização para cumprir a pena em liberdade, sob medidas alternativas, devido à idade e às condições de saúde. A defesa de Bolsonaro tenta usar precedentes semelhantes para evitar sua transferência à Papuda, argumentando que uma eventual detenção poderia representar riscos à integridade física do ex-presidente e à estabilidade política do país.
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