
O Caso Dreyfus, no final do século XIX, revelou ao mundo a face sombria de uma Justiça que se deixou capturar por paixões políticas e preconceitos, condenando um inocente sem provas concretas em nome da “razão de Estado”. Mais de um século depois, a história parece ecoar em terras brasileiras: o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, carente de provas robustas e fundamentado em narrativas políticas, guarda inquietante semelhança com a perseguição sofrida por Dreyfus. À época, bastou a pressão de setores da elite e a conveniência de uma verdade oficial para arruinar a vida de um homem; hoje, repete-se o mesmo roteiro, até agora, pois, acusações surgiram que a toga teria se tornado uma arma política e a Justiça, palco de espetáculo. O processo contra Bolsonaro expõe um Judiciário que corre o risco de manchar sua própria legitimidade ao trocar a imparcialidade pelo ativismo. Tal como Zola ergueu sua voz no célebre “J’accuse!”, cabe agora à sociedade questionar: até que ponto a Justiça continuará servindo a interesses de ocasião e sacrificando o princípio básico da presunção de inocência? Se o Brasil permitir que a História se repita, estaremos não apenas condenando um homem, mas comprometendo o futuro da própria democracia.
Drykarretada!