
Um comerciante de 23 anos foi assassinado em Itapajé, no interior do Ceará, após se recusar a pagar integralmente a cobrança imposta por uma facção criminosa para manter seu espetinho funcionando; segundo a investigação, a taxa mensal, que era de R$ 400, subiu para R$ 1 mil, mas a vítima enviou apenas o valor antigo e, dois dias depois, acabou executada, evidenciando a escalada da violência e do domínio do crime organizado sobre pequenos empreendedores na região. O caso expõe o preço amargo da incompetência e da omissão do Estado: quando o poder público falha em garantir segurança, o cidadão comum se torna refém de facções que assumem o controle da vida cotidiana, cobrando pedágios cruéis e decidindo quem vive ou morre; é a fatura da ausência de autoridade sendo paga com sangue inocente.
Drykarretada!