
Em 2024, o Brasil registrou 87.545 casos de estupro e estupro de vulnerável, a maior marca já registrada — o que representa, em média, um crime a cada seis minutos — com 76,8% das ocorrências envolvendo vítimas vulneráveis (menores de 14 anos ou incapazes de consentir), segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e do Ministério da Justiça. Apesar do aumento nos registros, os especialistas alertam que a subnotificação ainda é altíssima: estima-se que apenas 8,5% dos casos de estupro sejam efetivamente notificados à polícia . Em comparação, o número de registros em 2023 já havia sido recorde, com 83.988 casos, representando um aumento de 6,5% sobre 2022 . Ou seja, embora haja crescimento real, parte desse avanço pode refletir uma maior disposição das vítimas e da sociedade em denunciar. Ainda assim, os dados indicam que a série histórica aponta uma tendência persistente de alta, com destaque para a vulnerabilidade extrema de crianças e adolescentes.
Evolução anual (estupro + estupro de vulnerável)
2011: cerca de 41 mil casos (início da série histórica do FBSP).
2020: aproximadamente 60.926 registros, dos quais 73,7% eram estupro de vulnerável .
2021: aumento de 8,2%, totalizando cerca de 66000 ocorrências (36,9 por 100mil hab.), com 75,8% envolvendo vítimas vulneráveis .
2022: 18.110 estupros + 56.820 estupros de vulnerável = 74.930 casos (+7% e +8,6% respectivamente), com 75,8% de vulneráveis .
2023: registrou 83.988 casos, alta de 6,5% em relação a 2022 .
2024: recorde histórico com 87.545 casos, mais que o dobro de 2011, sendo 76,8% contra vulneráveis — média de um registro a cada 6 minutos .
Tendência geral
1. Crescimento contínuo: os registros praticamente dobraram ao longo de 13 anos, de cerca de 41 mil (2011) para 87,5 mil (2024).
2. Predominância de vítimas vulneráveis: sempre acima de 70%, chegando a 76,8% em 2024.
3. Alta subnotificação: estudo do Ipea estima que apenas 8,5% dos casos são reportados à polícia.
Drykarretada!