
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse, nesta quarta-feira (23), que sua esposa, Heloísa Bolsonaro, teve suas contas bancárias bloqueadas “sem qualquer justificativa legal”. Segundo o parlamentar, “trata-se provavelmente de mais um ato arbitrário ordenado por Alexandre de Moraes”. A CNN entrou em contato com o STF (Supremo Tribunal Federal) que disse não ter informações até o momento sobre o caso.
IRREGULARIDADES – “Digo provavelmente, pois jamais fui sequer citado dos inquéritos que ele recentemente abriu contra mim, mas ontem resultaram igualmente nos bloqueios das minhas contas”, prosseguiu Eduardo, que publicou um print de um banco da esposa com a seguinte mensagem: “Transação não concluída. Não é permitida a emissão de Pix, conta bloqueada.” Na última segunda-feira (21) foi divulgado que Moraes bloqueara bens, contas e o Pix do deputado federal. A decisão, sigilosa, foi proferida no sábado (19), no âmbito do inquérito que apura a atuação do parlamentar nos Estados Unidos.
Eduardo viajou ao país para denunciar uma suposta perseguição política do STF.
BLOQUEIO TOTAL – Com a decisão de Moraes, o congressista está impedido de fazer qualquer movimentação financeira (receber ou enviar dinheiro). Além disso, devido à ordem de bloqueio, o salário que o deputado recebe da Câmara Federal também ficará retido na conta.
“O desespero de Moraes lembra o declínio de tiranos históricos, que preferem o caos nacional e a morte à perda do poder. Ainda há caminhos para ele fora da toga, mas não creio que lidamos com alguém disposto a recuar voluntariamente. Eu, por minha vez, preparei-me para este momento. Nenhuma intimidação, nem mesmo atingindo minha esposa ou minha família, me fará ceder”, prosseguiu Eduardo.
Ponto de Vista: A medida de Moraes não tem amparo legal, mas o ministro e o Supremo não se importam. Ele já tinha agido assim no caso da mulher do então deputado Daniel Silveira, deixando-a ficou sem dinheiro para pagar aluguel, transporte e alimentação, os advogados recorreram, mas o Supremo manteve a decisão ilegal de Moraes. (C.N.)
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