
Fafá de Belém, prestes a comemorar 50 anos de carreira, teve aprovado pelo Ministério da Cultura um projeto via Lei Rouanet para captar até R$?8,3 milhões, com incentivo fiscal durante o governo Lula. A cantora, que se beneficia de recursos públicos via renúncia fiscal, virou símbolo de polêmica ao utilizar seu espaço em shows para atacar opositores do atual governo, como na apresentação em que ironizou o ex-presidente Jair Bolsonaro dizendo: “Olha a tornozeleira aí, gente!”. O episódio levantou críticas sobre o uso político de recursos culturais incentivados.
O caso reacendeu o debate sobre a Lei Rouanet: enquanto projetos de artistas consagrados recebem autorização para captar milhões com apoio estatal indireto, produtores culturais menores enfrentam dificuldades para viabilizar iniciativas locais. A atuação de Fafá — artista consagrada financiada por renúncia fiscal — misturada a discursos ideológicos, fortalece a percepção de que parte da cultura brasileira foi cooptada como instrumento de propaganda, financiada pelo contribuinte, mas usada como palanque político disfarçado.
Drykarretada!